Louco tem que se curar em dois meses

Saiba como aliar a beleza e a saúde para deixar os dentes branquinhos.Clareamento dental pode ser perigoso para sua saúde... Leia mais

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 Procedimento já bastante difundido especialmente entre consumidores de classe média e alta no País, o clareamento dental, realizado por meio de produtos químicos aplicados diretamente nos dentes, começa a se popularizar graças ao barateamento do preço dos serviços. Mas, o que deveria ser encarado como uma alternativa para deixar os dentes saudáveis e o sorriso mais bonito está preocupando especialistas em odontologia de todo o Brasil.

A popularização dos clareadores dentais e sua venda indiscriminada, diretamente ao consumidor, podem causar sérios danos à saúde dos pacientes. Por isso é fundamental que o alerta seja dado agora, enquanto o processo ainda está no início e possamos revertê-lo por meio da educação da população. O procedimento
deve ser feito somente por profissionais especializados. É uma terapia que, quando feita com agentes químicos conhecidos como peróxidos, precisa ser encarada com muito cuidado, desde o diagnóstico, escolha da opção correta, doses e posologia indicadas individualmente e com decisões de tratamento também individualizadas
baseadas em evidências científicas e clínicas de qualidade.

Um dos riscos é que o paciente compre o clareador sem orientação profissional e hoje isso pode ser feito inclusive pelos canais de televendas e o aplique indiscriminadamente, sem qualquer indicação de um profissional especializado. O primeiro pensamento do leigo é achar que deve usar um volume grande de clareador para conseguir resultados mais rápidos, e é justamente aí que começam os problemas.

Quanto mais concentrada a solução clareadora e quanto maior o tempo de uso, maiores são os riscos de efeitos colaterais como sensibilidade dolorosa, irritação nas gengivas, prejuízo ao esmalte do dente e restaurações e próteses mais escuras que certamente terão que ser substituídas e custeadas pelo usuário. Em crianças e adolescentes os efeitos de sensibilidade podem ser mais intensos porque a polpa dentária é maior e o esmalte mais permeável.

O essencial para o sucesso do tratamento é o diagnóstico clínico bem feito, documentado e executado tecnicamente. Este diagnóstico depende de uma série de fatores, como: histórico do paciente, idade, seus hábitos de vida, além dos exames clínicos e radiológicos. Mitos sobre o clareamento dental Os principais mitos estão fortemente vinculados à afirmações bombásticas que prometem sorrisos brancos em uma sessão de uma hora apenas às terapias clareadoras que são oferecidas sem a devida comprovação científica e, principalmente, à mídia que tenta colocar a idéia de que clareamento dental é um procedimento cosmético simples e que pode ser oferecido ao paciente leigo sem a devida (e fundamental) orientação profissional do cirurgião-dentista. Acredito que tal terapia deva ser encarada com muito cuidado quanto aos aspectos de diagnóstico, escolha da opção correta, doses e posologias indicadas individualmente e com decisões de tratamento individualizadas baseadas em evidências científicas e clínicas de qualidade.

O princípio ativo básico da maioria quase absoluta de um agente clareador é o peróxido de hidrogênio (água oxigenada), que na minha opinião é um medicamento, uma droga que deve ser administrada topicamente em concentrações baixas ou restrita à áreas específicas com formulações mais concentradas. Quanto mais concentrada a solução clareadora e quanto maior o tempo de uso, maiores são os riscos de efeito colaterais, onde destaco a sensibilidade dolorosa e as reações fisiológicas do complexo dentino-pulpar frente à um estímulo exagerado.

Faixas etárias x clareamento dental? 
Crianças e adolescentes possuem restrições que devem ser avaliadas caso a caso. Os dentes têm características histológicas que mudam com a idade; pacientes têm dentes com perfis histológicos diferentes numa mesma boca... Por isso, o diagnóstico é importante e as diferentes faixas etárias devem receber posologias, concentrações e modalidades de tratamento diferentes. Não existem receitas iguais para todo mundo! Quanto mais jovem for o candidato, maior é a câmara pulpar, mais permeável é o esmalte e maiores são os riscos de excesso do peróxido difundir-se até a polpa. A literatura recomenda que as câmaras pulpares devam ser avaliadas em exames radiográficos prévios de diagnóstico, que os ápices radiculares estejam completamente formados e, como exemplo, para que o tratamento de um jovem possa ser feito com segurança, doses e concentrações baixas deveriam ser indicadas. Quem determinará tudo isso com segurança é o cirurgião-dentista, profissional habilitado cientifica e legalmente para tanto. Clareamento é um exercício de paciência, que requer treino e estudo individual de cada caso, de cada paciente e cada situação. Acredito que seja fundamental que a população leiga seja conscientizada de que o uso indiscriminado de substâncias clareadoras sem o acompanhamento do cirurgião-dentista poderá trazer muito mais problemas do que soluções.

Estética ou saúde?
Muitas pessoas podem pensar que a terapia de clareamento dental é somente um tratamento cosmético ou estético, sem nenhum benefício à saúde pois parte-se do princípio de que não trata uma doença pré-existente, já que a cor ligeiramente amarelada dos pacientes é fisiologicamente natural. Partindo-se de uma visão ampla do conceito de saúde, sugerido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), e definido por: "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade", pode-se concluir que as terapias de clareamento dental melhoram significativamente a auto-estima das pessoas, aumentam o bem estar e social e complementam beneficamente outros procedimentos estéticos.

Dr. Hugo Robertson Sant'anna é especializado em: Ortodontia; Estética Dental: Restaurações e clareamento a laser; Laserterapia; Prótese Dental; Endodontia; Implantodontia; Periodontia; Cirurgias orais menores

Para saber mais, acesse: www.deeplaser.com.br
 
Fonte: http://yahoo.minhavida.com.br/materias/saude/Os+perigos+que+envolvem+o+clareamento+dental.mv
 

9 comentários | quem votou [45] | enviar por e-mail

escrito por joaoassis + Amigo
Site: http://assisj29.blogspot.com
421 dias 21 horas 22 minutos atrás
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Alceu,
Tive a oportunidade de trabalhar por algum tempo em uma clinica para dependentes e constatei quão dificil é a recuperação de um dependente,o tratamento levava nove meses,dos quais os primeiros tres meses eram em isolamento,ate dos familiares,para a desintoxicação,porém são poucos os que realmente querem se livrar do vicio,é um problema bem mais profundo,que envolve muitos outros fatores.
Um forte abraço,amigo.
escrito por GuizoVermelho + Amigo
Site: http://guizovermelho.dihitt.com.br
421 dias 10 horas 11 minutos atrás
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Realmente, não é coisa simples.

Agrava o caso o fato de a família ficar "presa" com o condenado e enferma com o doente.

Como tenho um dependente químico na família, sei que mesmo com o apoio dela já é difícil, mas sem ela as chances de recaída são quase totais.
escrito por BianaBac + Amigo
Site: http://www.gifsdabac.blogspot.com
419 dias 5 horas 14 minutos atrás
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Cada caso é um caso, e cada pessoa tem um grau da doença diferente da outra, o que pede tipos de tratamentos diferenciados, além disso cada um responde ao tratamento de acordo com os medicamentos, sessões de análise e apoio de familiares ( isso quando possuem ). Portanto é ridículo estipular tempo para a cura de diferentes transtornos!
escrito por dricahorta + Amigo
Site: http://dricahorta.blogspot.com
411 dias 3 horas 34 minutos atrás
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Convivo com este problema em casa há muitos anos. Meu irmão é bipolar, se droga e bebe também. Já frequentou o AA, já foi internado, hoje frequenta o CAPS. Entendo que há 2 tipos de tratamentos: o terapeutico e o medicamentoso. Se a pessoa fizer os 2, com o tempo se cura. Mas há resistência, tem muito o que passar até conseguir sair da situação. Claro, André, que com dinheiro tudo se torna mais fácil, mas o que determina realmente o sucesso do tratamento é a vontade do paciente.
Uma vez ouvi um expert no assunto, um médico creio, que disse ser a falta de objetivos o principal motivo deste tipo de busca. Concordo 100% com ele.
Parabéns pelo post, Alceu.
Abraços.
escrito por pensaurb + Amigo
Site: http://www.pensaurb.blogspot.com/
410 dias 5 horas 56 minutos atrás
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Alceu- Guizo.
Meu caro, taí um tema que iremos concordar e muito.
Eu por experiência própria sei que para garantir o sucesso de um tratamento o tempo deve ser esqueçido, em alguns casos pode durar anos, outros uma vida inteira.
Sabe eu experimentei muitas coisas, não crack pois não gostei. Porém, fui viciado em barbituricos as famosas bolinhas, o tratamento que fiz foi abstinência e acompanhamento psicológico, e dura até hoje ja quase 5 anos limpo. Muito bem meu caro, Obrigado pelo Post e meu velho, adoro poder concordar e discordar de ti.
Um grande abraço
escrito por Nuzzi + Amigo
410 dias 5 horas 52 minutos atrás
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Alceu,

Ninguém se viciou da noite para o dia e nem vai se livrar do vício assim.
É preciso ir reduzindo aos poucos a quantidade de cada balada e a frequência entre as baladas... Diminuir a dose e aumentar a distância entre as ocasiões aumenta a segurança do indivíduo, melhora a sua auto-estima e começa a demonstrar para ele que ele é capaz de parar.
Existem recaídas, claro, mas sempre é preciso voltar ao propósito de ir cortando... Pode levar de uns 2 meses a um ano, dependendo da droga. Mais que isso mostra que a vontade de parar não é tanta assim. Geralmente acontece que quando o camarada se dá conta de que reduziu, se convence de que tem o controle e que não há razão prá se preocupar, e aí ele começa a fazer o caminho reverso e põe tudo a perder... Ajuda dos amigos mais chegados é importante nessa hora e, por falar em amigos, se distanciar da turminha que usa também é essencial.
Como atenuante do stress que resulta da abstinência, é aconselhável começar um esporte ou outra atividade saudável que ocupe esse espaço na agenda... Isso facilita muito.

Abraço.
escrito por Drauzio + Amigo
Site: http://drauziomilagres.blogspot.com
397 dias 18 horas 49 minutos atrás
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Isso é coisa de País, e de uma classe de profissionais, que não está nem aí para a população. Eles não estão preocupados na cura e muito menos com a qualidade de vida das pessoas, mas sim em esconder os problemas debaixo do tapete. Depressão pode ter causas endógenas e/ou exógenas e a pessoa não ter a chance de evitar a depressão, mas quanto a droga e ao álcool, é a pessoa que escolha seguir por esse caminho, e por isso, deve ser responsabilizado por suas atitudes, até com condenação no judiciário. É uma hipocrisia achar que o alcoólico e o drogado são coitadinhos, são doentes sim, mas são responsáveis pelas "m..." que fizeram. Um abraço. Drauzio Milagres.





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